domingo, 27 de novembro de 2016

Algumas coisas que eu já aprendi



Pra começar: ter saúde é uma bênção.
A fé é poderosíssima!
Os teus amigos de infância e adolescência, provavelmente, serão teus amigos até o fim da vida. Eles não irão te julgar, nem desconfiar de ti. São, simplesmente, amigos de verdade e poderás contar com eles.
Praticar um esporte -especialmente coletivo - orientado por um bom professor, que ensine a perder e a vencer, desenvolva espírito de equipe, solidariedade, garra, dedicação, disciplina, perseverança e união, fará toda a diferença, positivamente, em qualquer situação a ser vivida posteriormente.
Aproveita tua família o máximo que puderes! Convive com mãe, pai, irmãos.  Pede pros teus avós, pais e tios contarem histórias sobre eles e os antepassados. Quando ficamos mais velhos, gostamos de saber de onde viemos.
Não há forma mais forte e suave de se educar do que o exemplo. As palavras se dissolvem no dia a dia, diante das ações. Bom discurso sem atitude, não é nada.
Não se deve tirar conclusões precipitadas, pois corre-se o risco de ser injusto.
Voltar atrás e pedir desculpas é sábio.
Observar as atitudes das pessoas em situações diferentes nos dá a exata noção de quem são. Quem age mal, provavelmente, agirá mal novamente.
Perdoar é bom para quem perdoa e para quem agiu mal e se arrependeu de seu erro. Perdoar quem não reconhece o erro: sim, mas preferível a quilômetros. Não conviver é melhor.
Tem gente que não gosta da gente. Ponto. Assim como tem gente que a gente não gosta.
Forçar situações, sejam elas de amizade ou amor, não trará nada de bom no final.
Devemos separar o trabalho da vida pessoal o máximo que for possível. Alguns colegas e clientes podem vir a se tornar amigos, mas, a princípio, cada um na sua.
O profissional não deve se sobrepor ao ser humano. Portanto, muita cautela ao tomar decisões e respeito ao tratar as pessoas.
Pessoas que praticam o bem, certamente praticarão o bem. Pessoas que fazem maldade, certamente farão maldade.
O poder seduz e corrompe grande parte das pessoas.
Que não tem limite ao agir e não mede conseqüências, é uma pessoa perigosa.
Investir na primeira infância, crianças e adolescentes é retorno certo.
A arte verdadeira é a que brota da alma, do coração, sem o intuito de manipulação. A arte exprimir a verdade que o artista sente.
Da mesma forma que o poder, o sucesso é um sedutor perigoso.
Egos inflados: tô fora!
Quando não nos querem em um lugar, melhor não irmos. Energia ruim e “climão” não fazem bem à saúde. Podendo evitar, façamos isso.
Não adianta levar música nova pra quem não quer aprender a dançar.
A reação das pessoas a ti nem sempre depende da tua atitude. Cada um tem percepção diferente do mundo e das situações.
Pessoas inseguras se sentem ameaçadas pelos outros.
Nossa vida deve ser medida pela quantidade de bondades e gentilezas que fazemos pelo percurso.
Escolher bem a profissão é determinante no nosso humor e qualidade de vida futura.
Decisões que afetarão a nossa vida deverão ser tomadas exclusivamente por nós. Ouçamos conselhos, mas decidamos sozinhos. Opiniões de quem está de fora não englobarão o que estamos sentindo.
Conversar com as pessoas que nos amam pode abrir possibilidades que não havíamos vislumbrado perante uma situação.
 A intuição costuma nos manter seguros. É preciso aprender a ouvi-la.
Todo livro tem, em suas páginas, exemplos e lições de alguma coisa que em algum momento da vida poderá ser útil. Mesmo que seja de algo a não ser feito.
Procura agir, sempre, dentro dos princípios que acreditas.
Bem, seria uma lista muito maior! Mas, vou parando por aqui. Noutra feita, quando inspirada, seguirei relatando algumas experiências.
Uma sugestão: divirta-se! Um mate, um passeio, uma festa com os que te querem bem. Isso vale à pena!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Retornando, com novidades!

Andei sumida daqui! O face me absorveu...mas, resolvi retornar a este espaço que gosto tanto!
Divido com vocês a felicidade de ter modelado para a fotógrafa Nina Boeira e ter feito parte de sua exposição. A cada experiência, vamos aprendendo algo e evoluindo!

Lancei novo livro, uma novela ambientada nos anos 80, chamada SEM PARAR. Só me trouxe coisas boas, a começar pela capa do Régis Duarte, fotografia do Tiago Coelho, comentários das escritoras Carla Reverbel e Luciana Campos, que tanto admiro, sem contar o reencontro com tantos que amo e novas amizades!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Ó Capitão! Meu Capitão! Fernandão Eterno!

Ó Capitão! Meu capitão!
(Walt Whitman)...
Ó Capitão! Meu capitão! Nossa terrível viagem se cumpriu,
O Navio cruzou tormentas, é nosso o prêmio pio,
O porto vê-se ao perto — os sinos dobram, o povo espera,
Olhos que à quilha firme tornam, desta nave forte e fera;
Mas Ó coração, coração!
Ó gotas de vermelho brio,
No convés em que ele dorme,
Deitado morto e frio.

Ó Capitão! Meu Capitão! Te levanta, escuta os sinos,
A ti se desfraldam bandeiras — a ti se dirigem os hinos,
Vê quantas flores e coroas, tantos atavios cobrindo a costa,
Vê a multidão que clama — comovida massa, a dor à mostra;
Eis a mão de quem te ergue!
Aqui, capitão! Aqui, pai gentil!
— Ah! O sonho se desfaz no deque,
Onde quedas morto e frio.

Meu Capitão já não responde, a boca sem vigor e viço,
Meu Capitão já não se move, cessa o pulso, o corpo rijo,
Sã e salva a nave ancora — o périplo se encerra e tudo finda,
Da viagem vil a nau retorna — o grande prêmio, a glória vinda;
Ó clamor das praias, Ó dobrar dos sinos!
Só me restar andar sombrio,
No convés em que ele dorme,
Deitado morto e frio.
[Tradução de Bruno Gambarotto]

sábado, 29 de novembro de 2014

Eu sou Malala. Também.



Terminei ontem a leitura da história de Malala Yousafzai, a menina paquistanesa que foi baleada pelo Talibã e ganhou o Prêmio Nobel da Paz este ano. Atualmente, tem 17 anos, mas, à época do início de sua história, era apenas uma criança. O livro relata com detalhes as inúmeras disputas e guerras locais, difícil para nosso entendimento ocidental, pois vivemos em estados laicos. Tudo, absolutamente tudo lá se passa em torno da religião. Da má interpretação da religião, diga-se de passagem.
Malala é filha de um pai iluminado, um homem muito à frente de sua sociedade, um homem com profundo respeito e conhecimento religioso e profundamente livre. Não seria este o real sentido da religião? Todo o tempo, Malala cita sua cultura, seus costumes, e sente-se feliz por ser muçulmana. Para ela não é nenhum sacrifício. Sacrifício é ver seu sagrado livro mal interpretado e usado como desculpa para barbáries. Todo o tempo ela cita que "isso não é o que está escrito."
Ao mesmo tempo que leio seus relatos de defesa pelos direitos das meninas, vejo seu lado adolescente e todos seus meandros, sua competição com as colegas, as brigas bobas, as analogias ao livro Crepúsculo, à Paulo Coelho e "O Alquimista". Aqui senti-me infinitamente próxima desta menina, uma vez que dividimos as mesmas opiniões sobre uma infinidade de princípios. Malala toca porque é uma menina comum, que vê as coisas de forma simples. É ferida por proibições descabidas, pois não compreende como podem complicar algo tão simples e tão natural como estudar, ter uma profissão e ter direito de escolha. É tão humana que sentiu muito medo, e mais humana ainda por conseguir transformá-lo em energia para mudança. Malala e sua família são seres humanos normais, porque anormais são os que desejam o mal e fazem o mal. Pessoas que querem paz para viver são pessoas. O resto é arremedo de gente.
Após tudo o que lhe aconteceu, nunca mais terá a mesma vida. Se não tivesse acontecido o atentado, seríamos privado de conhecer uma alma incrível, um pai devotado e uma família caridosa e corajosa. Há muitas razões que desconhecemos no destino traçado pelo Senhor. Malala reabasteceu a minha fé e encheu meu coração de coragem.
 Humildemente, agradeço.

sábado, 10 de maio de 2014

Livre, leve e solta

Demorei pra voltar aqui. Confesso que troquei o modelo do blog e me "apertei" depois: não sabia mexer! Mas, faz parte! Agora estou de volta.
Aconteceram coisas difíceis no início deste ano de 2014, que vieram a modificar muito a minha vida. Tornei-me mais forte, tomei e sigo tomando decisões que há muito vinha prorrogando. No fim das contas, o que se apresentou como ruim trouxe um saldo extremamente positivo ao meu amadurecimento. Senti na pele, mais uma vez, que tendo fé tudo se torna mais fácil de suportar e superar. Fiquei totalmente nervosa, acredito que recém nesta semana comecei a voltar ao meu normal. Nem acredito que consegui seguir trabalhando e mantendo o norte com o susto que tomamos! Só a fé explica.
Meus ouvidos andam impossíveis, me sinto uma barata-tonta no meio da multidão às vezes, mas também é parte do jogo. A vida se torna bonita pela maneira com que encaramos os problemas.
Decidi como quero seguir trabalhando. Decidi que minha prioridade são meus sentimentos, minha saúde. Decidi que quero seguir leve e solta, sem amarras, sem gente me chateando e me cobrando por coisas que não são prioridade pra mim.
Com licença: tenho 41 ano e sou livre para voar!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Feiras do Livro

Nossa!!! NUNCA imaginei que estaria autografando numa Feira do Livro, porque nunca imaginei que lançaria um livro! Quando eu estava na 4ª ou 5ª série, fiz um esboço de uns dois capítulos. Mas ficou lá. Bem, apareceu um concurso de crônicas e participei. Tirei 4° lugar. A editora me enviou um e-mail me chamando para autografar na Feira do Livro de Porto Alegre em 2009. Eu fiquei pasma! E fui, bem faceira! Em 2012, meu livro "Reflexões sobre práticas em Educação Especial" , na APAE em Lavras, em Porto Alegre novamente e no Café Cultural da 21ª Feira do livro do Marista Sant'Ana. Que emoção!
Este ano, meu sonhado "De Rio e Pedras", na Semana Farroupilha de Lavras do Sul (que amo), 59ª Feira do Livro de Porto Alegre e autógrafos na 22ª Feira do Livro do Colégio Marista Sant'Ana, em Uruguaiana, com direito à homenagem. Meu Deus, será que estou sonhando?
Tantas pessoas, tantos amigos que fiz no caminho, tantos leitores que estou conquistanto, tantos autores que tenho conhecido...a literatura tem sido uma bênção divina. Livros abrem os horizontes e nos fazem voar!
Tudo isso começou porque tive uma oportunidade e tentei.
Fica a dica: tentem!

Meu Debut na Feira do livro de POA, em 2009. Óbvio que o Felipe foi!
E



Na Semana farroupilha em Lavras, lançamento "De Rio e Pedras", com a Mami Cristina. Comprou o primeiro livro!



59ª Feira do Livro de POA. Nós!
 


domingo, 27 de outubro de 2013

Um assalto à paz

Sexta-feira de manhã, normalmente meu dia preferido e de muitos dos meus colegas, véspera do fim de semana. Nada do que tínhamos programado no trabalho foi possível. Aproveitei a oportunidade e fui fazer uma visita de rotina à APAE. Pois bem, eis que nos ligam e informam do assalto ao Banco do Brasil. Em seguida, novo telefonema informando dos reféns. Uma amiga que estava comigo tinha dois irmãos no banco no momento do assalto. Numa cidade maior, é tudo bem mais impessoal. "Ah, estão assaltando tal banco". Aqui, é complicadíssimo, pois conhecemos todo mundo. E, no meu caso,que tenho um número expressivo de amigos, era óbvio que tenho boas relações com vários dos reféns. Entre acalmar a amiga e rezar, toda aquela descarga de adrenalina, cortisol, sei lá eu mais o que correndo pelo corpo, já estávamos nos acalmando. Quando pensávamos que estava tudo sob controle, começa aquele tiroteio sem fim. Arrepio só de lembrar. Que horror!
Pus-me de joelhos e rezei: rezei por cada um que estava dentro do banco, pelos que eu pensava que poderiam estar, pelos familiares dos que estavam, por toda a cidade, tão habituada à paz. Após, o rastro de nervosismo, dor, medo e morte. Nas nossas pedras, que todos os dias testemunham nossa vida no ir e vir, ficaram  marcas da violência.
A seguir, um pouco de alívio ao saber que os moradores da cidade estavam bem, um ferido sem gravidade. Seguiu-se o toque de recolher, helicópteros, insegurança. Bem mais tarde, um "tudo em paz novamente". Aguenta coração.
Dormi muito mal essas duas noites, estou tensa, inquieta. Acredito que muitas pessoas devem estar assim como eu. Amo essa cidade e seus moradores, senti-me acertada em cheio por essa brutalidade. Se sou sensível demais, o que fazer? Cada um sente as coisas à sua maneira.
Deus mandou um chuva maravilhosa de bênçãos na sexta-feira, protegendo nossos queridos moradores e guiando as mãos da brigada e, no sábado, uma chuva literal para limpar os rastros da violência.  Hoje, brindou-nos com um lindo sol.
Eis a mensagem divina: chover quando é preciso, para depois o sol voltar a brilhar.
Que a paz volte a reinar em nossa cidade e em nossos corações.
Agradeço, mais uma vez, ao bom Deus.

"É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
 É preciso a chuva para florir" (Renato Teixeira)